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quinta-feira, 28 de abril de 2011

Incubus – If Not Now, When?

Mais uma decepção de 2011. Esse foi o primeiro pensamento que me veio à cabeça depois de ouvir o novo disco do Incubus – If Not Now, When?. O lançamento oficial será apenas em julho, mas o inevitável vazamento das faixas já aconteceu, confirmando a falta de brilho como outras bandas que criaram grandes expectavivas nos seus novos álbums (Radiohead, The Strokes, etc.).

Mas pensando um pouco, não é uma surpresa. Vários sinais de alerta já haviam sido dados desde o lançamento de Light Granades (2006) e do single Black Heart Inertia (2009). A pegada funk com guitarras pesadas, características marcantes da banda já davam lugar para baladas melodiosas e repetitivas. Com o lançamento do novo single Adolescents confirmou-se a preocupação: uma balada nos mesmos moldes das últimas para lançar o disco? Isso não é um bom sinal.


O resultado não é de todo ruim, se não estivesse falando de Incubus. São 11 faixas de baladas bonitas e bem apresentadas pela banda, mas que cansa os ouvidos muito rápido. O próprio single Adolescents é bom, mas a falta de músicas com uma pegada mais pesada a deixa sem personalidade. Perdida no meio do disco se destaca Defiance, com uma insirada batida de violão do competente guitarrista Mike Einziger, que poderia arrancar um sorriso de Jimmy Page.

Termino com uma declaração o vocalista da banda californiana: "o disco é uma carta de amor sonora para o mundo". Alguem já mandou você à merda hoje, Brandon? 

Banda: Incubus
Álbum: If Not Now, When?
Lançamento oficial: julho de 2011
Para ouvir: em casa; dormindo; com a(o) namorada(o)

Faixas:
 1.  If Not Now, When?
 2.  Promises, Promises
 3.  Friends and Lovers
 4.  Thieves
 5.  Isadore
 6.  The Original
 7.  Defiance
 8.  In the Company of Wolves
 9.  Switchblade
10. Adolescents
11. Tomorrow’s Flood

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Sem título

Por que amar é tão difícil? Não tenho como responder essa pergunta. Eu só sei que o amor amplia as dimensões dos estados humanos: a alegria, a felicidade, a dor, etc. Essa pergunta me faz construir outras perguntas cujas respostas se perdem na tentativa de apenas tentar entendê-lo. Por que vivemos a procura de um amor de verdade? E quando o achamos, por que nos prendemos a ele? Ou por que fugimos desesperadamente? Quantas vezes somos capazes de amar de verdade?

Antigamente era mais fácil. O sentimento era apenas um detalhe. Os pais escolhiam e arranjavam um amor para você. E pronto. Sem dores, expectativas ou decepções. Mas hoje... o que fazer? Nós, homens, idealizamos mulheres nas mais diversas formas. Por beleza, por gostos em comum ou por diversas bizarrices Freudianas. E, por mais que neguemos que estamos a sua procura, sempre esperamos por ele. Insolente amor.

A busca existencial do Homem de Lata se acirra enquanto o tempo passa. O ser humano é movido pelo amor. Fato. A caminho dos 31, vejo o quanto ainda sou inexperiente nessa área. Me escondo o quanto posso, não nego. Aprendi a vencer diversos medos na minha vida. Estou em São Paulo, morando sozinho, longe da família, e ainda construindo uma carreira profissional praticamente do zero.

Poderia escrever aqui um milhão de laudas sobre esse assunto e ainda sim não chegaria a conclusão alguma. Mas um dia o entenderei. O aceitarei. E hei de sorrir, cantar, chorar e sofrer... novamente.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

10 Minutos com Ela

Mais uma semana se passava e a vontade de voltar para casa era grande. O trajeto do trabalho até minha casa náo é rápido. A distância Moema-Centro costuma ser cruel, com longos engarrafamentos e a paisagem caótica da Avenida 23 de Maio inundanda por carros famintos. Resolvi, então, fazer uma rota alternativa e vir por um caminho totalmente diferente do usual, coisa que não faria em tempos de não férias escolares. Aqueles poucos minutos antes das dezoito horas valeram a pena e o ônibus logo apareceu.
 
E foi no início da Avenida Brasil que ela apareceu. Pela janela avistei seus cabelos de fogo e sua pele branca de neve. Fiquei a olhar por alguns segundos, imaginando que ela entraria no ônibus. E foi o que aconteceu. E o quanto mais ela se aproximava o meu coração acelerava. Estava finalmente provado: ela era perfeita.

Ela me olhou e viu que não conseguia tirar o meu espanto do rosto. Ela ficou em pé, longe, um pouco acuada, como se todos estivessem admirando seus traços perfeitos. Mas não estavam. Era apenas eu e mais ninguém. E alguém que se atrevesse a tal feito! Ela era minha...

Nossos olhares se cruzaram diversas vezes. Quando ela não estava olhando, eu estava, e viceversa. Ela sabia. Ela sabia! Pensei em mil coisas. Um beijo, um carinho, amor, sexo, filhos. Tudo o que poderia ter se tivesse a coragem de ir até ela.
 
Pensei em fazer alguma coisa. "Mas o que fazer... sei lá! Qualquer coisa! Vou descer também". Foi então que ônibus parou e a perdi pela Rebouças. Um pavor sub-humano me manteve grudado na cadeira. E, enquanto ela se distanciava, meu coração desacelerava e eu ia voltando ao normal, desejando que, quem sabe um dia, alguém pudesse sentir o mesmo por mim, mesmo que somente por 10 minutos.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Baba, apagão e zumbis

Ontem foi uma noite estranha. Coisas incomuns teimaram em acontecer. A começar por uma vontade louca de jogar bola. Há semanas, meu amigo Chico tenta me convencer à voltar aos gramados, ou melhor, às quadras.

Há muito tempo não batia um baba*. Nunca fui craque; muito pelo contrário. Sempre gostei de jogar na defesa, dividir a bola com o adversário e chutá-la para o mato. Gostava de começar a jogada e dar passes. De vez em quando me aventuro no ataque para tentar alguns gols. E mais de dois anos depois estava lá, entre amigos, jogando futebol.

O começo foi difícil. O fôlego sumiu repentinamente. Mas eu fiquei lá, correndo feito um doido, correndo atrás da bola como se fosse um prato de comida. Marcava, gritava, tentava organizar o time. Dei carrinho, ralei o joelho, levei boladas na barriga, na perna e no "ovo"... Eu tive a sensação que alguns até riam da minha empolgação. Mas acho que eles entenderam que naquele momento o futebol era coisa séria.

Quando cansava, ia para o gol. E lá que eu me destaquei. Defesas em cima, em baixo, de ponta de é e de mãos trocadas. Bola no "ovo" de novo. Ainda bem que não estou pensando em procriar no momento.

Passou rápido. Fiquei até chateado. Depois de uma hora quase sem descansar, acabava a adrenalina. Era momento de sentar, conversar, dar risadas das jogas bizonhas e combinar o próximo jogo. E nada melhor do que depois de uma correria insana, tomar uma boa cerveja. Isso mesmo. Depois de uma hora de atividade física, repuzemos as calorias perdidas com cevada! Assim realmente nunca vou recuperar minha boa forma física. Mas quem vai dizer "não" para uma loira daquelas?

Foi então que a luz apagou. "Esse lugar é uma espelunca", gritou um cliente insatisfeito. E a luz não quis mesmo voltar. "O problema é no gerador da rua", afirmou o Shu. Resolvemos ir embora.

Estávamos na Liberdade. A rua estava escura. Descemos todos em grupo e nos dividimos no caminho. Fui com o grupo do metrô. E só quando chegamos na estação São Joaquim que percebemos que algo estava errado. Centenas de pessoas aguardavam a volta do funcionamento do metrô. E se o metrô está parado por falta de luz, tem algo de grave nisso. Recebi uma mensagem. Em Moema também está sem energia. "Anteciparam o fim do mundo", brincou o Chico. Outro amigo recebeu uma ligação: "O Rio está no escuro." Liguei para minha mãe, em Salvador. Eram 11 estados sem luz. "Acho que o Chico não estava errado", pensei.

Resolvemos andar mais um pouco e procurar um buzu**. Os pontos estavam cheios e os ônibus lotados. Sem semáforos, sem buzu, sem táxi. O geito era esperar por horas ou andar no escuro. Escolhemos pela 2° opção. Havia muita gente confusa andando nas ruas. Os faróis dos carros eram a única forma de iluminação. Aquela situação me lembrava filmes e games de zumbis. Imaginei-me tendo que lutar para sobreviver e não virar carniça.

O grupo foi afinando e apenas dois sobraram. Haviam muitos zumbis até nosso destino e nenhuma faca, pistola ou bazuca para nos defender. Fomos nos juntando a desconhecidos pelas entranhas da Sé. E quanto mais se aproximava o Centro, mais perigosa e macabra a noite ficava. Tínhamos que achar um transporte. E conseguimos.

Chegamos em segurança em casa. Felizes com o baba, rindo do apagão e sem mordidas de zumbi.


* No Dicionário Baianês, bater baba ou bater um baba é sinônimo de pelada, ou jogar futebol.
** No Dicionário Baianês, buzu é sinônimo de buzão, ou ônibus.


segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Um acarajé, na moral

E no último fim de semana do mês de setembro o sol resolveu aparecer. A cortina cinza que cobre São Paulo foi embora, e com ela os agasalhos molhados pela irritante garoa que não parava de cair.

Um sábado de sol. Um sol ainda tímido que disputava com as nuvens um lugar naquele céu. Foi dia de andar pela rua e pegar uma cor na epiderme. Dia de suar apenas por colocar os pés fora de casa. Pensei em fazer exercícios, sair, correr. Desejei uma rede.

E o domingo ainda foi melhor. Um sol digno da Bahia. Aqueles 30 graus de matar que nos convida para uma bela praia na Linha Verde. Mas em sampa não tem praia. Quem tem carro viaja, mas quem não, tem que se contentar com uma piscina (se você tiver sorte). Desejei um acarajé.

Em uma transmissão de pensamento incrível, os baianos da cidade cinza (incluindo nosso grande amigo luso-brasileiro) resolveram comer um acarajé paulista. E o único lugar decente para comer algo parecido é o Rota do Acarajé, em Santa Cecília, meu bairro.

Estou há quase 3 anos morando em São Paulo e nunca comi um acarajé por aqui. Tenho muito respeito às minhas raizes gastronômicas e um paladar apurado às iguarias do dendê. Ficava assustado quando via um acarajé feito na Liberdade, temperado com limão. Ou quando alguém me contava um caso de uma baiana que o servia acompanhado de purê de batata em outro canto da cidade.

Mas nesse domingo de sol soteropolitano resolvi encarar. Subimos a Martim e chegamos ao sempre lotado boteco de cozinha baiana. Houve a tradicional espera e a tradicional cerveja gelada em pé. Chegando mais um amigo baiano, fechamos a mesa. Ainda receoso, fiz uma tentativa de achar algo no cardápio que mudasse a minha idéia.

Mas não teve jeito. Comemos o acarajé. No pratinho. Com caruru, vatapá, vinagrete e camarão. De garfo e faca. E por cada um pagamos 9 reais e cinquenta centavos...

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Blowin' In The Wind

Tudo estava armado. Como se às 18 horas daquela sexta-feira o sol fosse embora para anunciar o início do feriado. Aquela semana cheia de tristeza e lamentações finalmente ficava para trás. Uma nova fagulha de esperança batia no peito e a felicidade tomava conta de um modo inesperado.

Rever a familia distante é muito bom. Se entir amado, se sentir filho, matar as saudades. Conversas do passado e projetos para o futuro. Uma boa peça de teatro e um agradável jantar com meus pais e irmão. Depois era hora de encontrar os amigos.

E chegaria em cima da hora. Na verdade nem sabia quem iria encontrar. Ao som de "Heroes", banda cover de David Bowie, a cerveja não se cansava de descer pela garganta. E estavam todos lá. A família paulista, em busca de um só objetivo: a diversão.

E foi um desses dias em que tudo é perfeito. Todos alegres, cantando e dançando. Uma noite cheia de boas surpresas. E foi em um momento inusitado que aconteceu. Enquanto um amigo se lamentava em voz alta sobre decepções amorosas, vozes desconhecidas ecoavam dos quatros cantos do banheiro masculino. 


E, enquanto amigos e desconhecidos cantavam a obra prima de Bob Dylan, nos demos conta que estava tudo bem. Muito bem...

"The answer, my friend, is blowin' in the wind
The answer is blowin' in the wind"


quinta-feira, 13 de agosto de 2009

E a música nos dá um presente

Acabei de completar 30 anos. E não vou falar aqui sobre medos e espectativas para o futuro. Quero falar de um presente que eu ganhei. Aliás, todos ganhamos. E foi a Música que nos deu.

O que você faria se um integrante da melhor banda da história se juntasse com integrantes de suas bandas preferidas da atualidade. Eu também ficaria louco!




Them Crooked Cultures. Esse é o nome da banda. Banda? Esse termo não pode ser usado agora. Então vamos lá. John Paul Jones, o coração do Led Zeppelin, Dave Ghrol, lider do Foo Fighters e o vocalista da ácida Queens of the Stone Age, Josh Homme, se juntam para formar a candidata a maior banda da atualidade.

Veja aqui o teaser do primeiro single dos Vultures.
São apenas 14 segundos. Longos segundos. Muita expectativa, mas não tem erro. E parabéns para mim!


sexta-feira, 26 de junho de 2009

Don't stop 'til you get enough

Ontem tivemos uma grande perda. Perdemos o maior ícone da música pop de todos os tempos. Mesmo que não gosta da sua música não pode contestar o que ele representou para a indústria musical. Os megashows, as superproduções, clipes milionários. Tudo veio de Michael Jackson.

Para mim, ele era o meu artista preferido quando criança. Costumava pegar os discos emprestados dos irmãos para fazer fitas com os meus hits preferidos. E ouvia sem parar. E os seus clipes? Os melhores! Quem não se lembra de Bad, Billie Jean, Beat It, Thriller? Eu morria de medo do clipe de Thriller. Me escondia toda vez que passava na televisão...

Lembro do desenho animado dos Jacksons, onde Michael e os irmãos desvendavam os mais inusitados mistérios. O seu ratinho, que morava no seu cabelo black power, era impagável. Havia tembém um game para Mega Drive: Moonwalker! Diferente do filme estranho, o jogo era muito divertido.

Vimos Michael se trensformar no rei do pop. Vimos mudar de cor. Vimos acusado de pedofilia. Vimos se deformar. Vimos casar, ter filhos e separar-se. Vimos balançar seu bebê na sacada de um prédio. Vimos envolvido com escândalos fiscais. Vimos ir à falência. Vimos vender o seu parque de diversões (ou perversões), Nerverland.

Não quero defende-lo dos seus defeitos. Não sei até hoje se ele não abusou daquelas crianças. Não sei se ele era bom da cabeça. Ele sofreu demais pelo sucesso precoce dos Jackson 5. Levava surras do pai, não tinha tempo para brincar, para ser criança. Tinha a mente atormentada.

Mas também o vimos cantar, dançar e brilhar como ninguém nunca fez. E por isso que sempre sentiremos saudades dele.



domingo, 31 de maio de 2009

Eu, o Bahia e Zé Buscapé

Ontem fomos no Canindé. Tive prequiça de escrever sobre o jogo. Na verdade ainda estou. Por isso não vou falar do que aconteceu em campo, afinal todos viram o comportamento sacana do nosso time.

Viver longe do Bahia não é fácil. Só estive em Pituaço apenas uma vez. Por isso um jogo em São Paulo é uma festa para os exilados tricolores. Juntei os amigos baianos que compartilham da minha paixão. Além de mim, foram Fabricio, Gabriel, Meireles e outros amigos que encontramos por lá. Pegamos o metro e chagamos ate a estação Portuguesa-Tietê, de onde ainda pegaríamos um buzú(vis) para chegar por lá. Devidamente uniformizados com o manto sagrado, íamos encontrando outros tricolores e conversando sobre o time.

Chegando no Candindé, ainda falatando uma hora para o jogo, já percebi a concentração tricolor nas bilheterias. Muita alegria e descontração, mesmo com o último resultado negativo no último jogo na contra o São Caetano.

Ao descer do ônibus, respirei fundo e gritei sem pensar: "Bora Baheeeeeeeeeeeeeeaaaaaa!". Fomos até a bilheteria, compramos ingesso, tomamos umas geladas e confratenizamos com os outros tricolores. Esperamos Meira, que chegou em cima da hora. Entramos quase no apito inicial.

Muita gente na torcida tricolor. Vi baianos com caras conhecidas. Gente que vem de Salvador para trabalhar e estudar por aqui e se encontra nos jogos do tricolor. Gritos, bexigas e empolgação. A torcida da lusa não era grande e tentava ofuscar a nossa festa. Era até educada, cantando sem ofensas à nossa torcida. A exceção foi o "gordinho cuzão", torcedor mal educado da Portuguesa, que quase chorou de raiva quando a nossa torcida gritou seu mais novo apelido.

No segundo tempo descemos um pouco a arquibancada e ficamos mais perto do campo. Ao meu lado, com um chapeu típico nordestino, um senhor tentava traçar comentários sobre as jogadas em campo. Mas ninguem entendia nada. Parecia o Zé, do desenho animado Família Buscapé. "Mnham nhum mmmm merda!" Uma figura. Bahia perdeu uma chance de gol! Mnham nhum mmmm. Bahia leva sufoco. Mnham nhum mmmm...


Eu, Gabriel e Fabrício.

No fim do jogo caminhamos de volta ao metro torcendo por dias melhores. Depois uma cervejinha no boteco do Fuad para combinar o próximo jogo.

A verdade é que o time jogou mal. Respeitou demais o adversário. Mesmo com um jogador a mais durante boaparte do jogo, o Bahia mostrou que ainda não tem postura de time grande. Sabe qual é o problema do nosso time? É facil. Pergunta ao Zé Buscapé que ele te explica.

domingo, 24 de maio de 2009

Solte o nerd que existe em você

Dia 25 de maio comemora-se o "Dia do Orgulho Nerd". Mas esse nome nada me agrada. Talvez porque a primeira coisa que vem à cebeça é o já famoso evento do calendário paulista, o Dia do Orgulho Gay. Nada contra aos nossos amigos felizes, é claro. Mas essa associação já me faz imaginar à uma surreal Parada Nerd, onde geeks, otakus, e outras raças estranhas são puxados por um trio elétrico ao som da Marcha Imperiala Avenida Paulista.

Inventaram esse dia nos Estados Unidos - e onde mais poedria ser?- por causa desse maldito filme chamado Guerra Nas Estrelas. Não sei como posso começar a descrever o fenômeno que a saga de Darth Vader representa à mente des tantas pessoas. Desde 1977, quando o primeiro filme da saga foi lançado, existe algo mais lá em cima.

Para mim, a paixão começou muito cedo. Eu ficava paralizado logo com uma das primeiras cenas do primeiro filme Uma Nova Esperança, onde os soldados brancos distribuiam rajadas de raio lazer ao sair de uma porta que acabara de ser explodida. E eis que surgia aquele gigante vestido de preto, com uma capa esvoaçante e voz intimidadora...


Há muito tempo atrás, ainda um Padawan.

Desde que vim parar em São Paulo, há dois anos, fiquei longe de outras paixões. O cinema se tornou raro por causa da falta de tempo. O futebol ficou resumido à expectativas de longe e resultados desanimadores do meu time do coração. E aqui tudo acontece. Descobri que esxistem pessoas iguais a mim, ou bem "piores", como já pude constatar em duas edições da divertida Jedicon, evento que reúne a cúpula nerd da saga. Aqui, essa paixão só aumenta...

Como explicar algo que representa tanto para uma pessoa e nada para outra? Star wars, como prefiro falar, é fantasia. É filosofia. É a mais antiga história do bem conta o mal, do herói contra o vilão. É uma atmosfera que nos leva para fora da realidade, dos problemas do cotidiano. Ao mesmo tempo tudo parece tão real.

Gosto de observar como as pessoas ficam surpresas quando descobrem que sou nerd. Não deviam. Tenho todos os sintomas. Só porque tenho uma vida social e não uso camisas pretas de bandas, acessórios de anime ou aquela camisa xadrez de flanela - como se tivesse pego a primeira peça de roupa que vi pela frente, não quer dizer que não sou. E não tenho vergonha de dizer o contrário. Quem me conhece, sabe.

Para quem ainda duvida, rafirmo minha esquisitisse contando um pouco de itens e experiências adquiridas ao longo dos anos. Possuo todos os seis filmes da saga, incluindo versões raras em VHs, cerca de 100 figuras de ação (bonecos) de diversos personagens, bustos e estátuas de alta qualidade (e nada baratos), diversos jogos de videogame antigos e novos, uma réplica grande da nave Millenium Falcon ("doada" pela minha sobrinha querida), fantasias de Chewbacca e Darth Vader (também ex-pertences da minha sobrinha), uma fantasia customizada de jedi, livros, revistas, reportagens, HQs, diversos modelos de sabres de luz (o mais recente possui grande semelhança com o original, emite sons e acende com 3 cores diferentes), aparições em festas à fantasia devidamente fantasiado, participação em duas conferencias de fãs da série (Jedicon SP), fotos e autógrafos do o ator Anthony Daniels, que interpreta o robô C3PO, durante sua vistita ao Brasil.

É bom parar por aqui. Existem muitas outras coisas, mas não quero assustá-lo(a) (acho que agora é tarde). Também não quero catequizar ninguém. Nunca cobrei que uma namorada me acompanhasse ou gostasse de Star Wars tanto quanto eu. Acho até melhor assim. É uma coisa minha. Só minha. Minha paixão. Tudo bem. Admito que é bacana ter um amigo ou uma namorada que goste também, que se interesse. Uma vez fui vestido de Jedi para uma festa à fantasia e convenci a minha namorada a ir vestida de princesa Leia. Compramos tecido, fizemos o vestido, buscamos acessórios. No final, foi muito divertido, ela adorou e, de quebra, ganhou o prêmio de melhor fantasia feminina.

Minha sobrinha, agora com 12 anos, foi influenciada pelo tio e seu herói preferido sempre foi Darth Vader. Meu irmão mais novo também compartilha da minha paixão. Recém casado, recebeu uma surpresa da noiva: os bonecos do bolo de casamento eram trajados como personagens da saga.

Você pode até achar isso tudo uma bobagem. Tudo bem. Mas se vacilar, te acerto com meu sabre de luz.

Maldito seja George Lucas. E que a Força esteja com você.


segunda-feira, 27 de abril de 2009

Pindaíba esvaerada

Hoje sonhei com Jason Voorhees. Pior do que ter um pesadelo insano e aterrorizante é ter um sonho completamente sem noção.

O vilão imortal de Sexta-Feira 13 me perseguia por uma dívida de 15 reais. Não lembro por que tive que pegar esse dinheiro emprestado, mas lembro que não foi diretamente com ele. "Se você não me pagar até amanhã ás 18h, Jason vai te pegar." E então respondi, sem pestanejar: "tá beleza". É só eu pegar a carteira que pago esse sacana amanhã, pensei.

O tempo passou rápido e as coisas pareciam não funcionar, ou funcionar muito devagar. Não sei por que diabos acabei saindo tarde de casa e perdi a hora de quitar a dívida. Foi aí que o terror começou...


Eu sei que a situação econômica está complicada, o custo de vida está alto. Mas daí a um ageota contratar um assassino piscótico para cobrar suas dívidas, é ridículo. Por uma dívida de 15 reais, pior ainda. Do Jason, que anda meio sumido das telas, talvez deprimido pela redução de sua diversão sanguinária, aceitar qualquer dinheiro para executar um trabalho, não quero nem imaginar.


Pensando bem, acho que o sonho podia ser pior.


Mas ai paro pra pensar. O que isso tudo significa? Estou vivendo em uma vida de aperto financeiro. Custo de vida alto, contas caras, salário baixo, não sobra quase nada. Os preços viraram fator de vital importância na decisão de qualquer coisa. Por isso tenho mudado algumas "prioridades" na minha vida. O Playstation ganha do cinema. O boteco ganha fácil da balada. E não troco as compras no Compre Bem por nenhum Pão de Açúcar. Isso tudo é bem diferente de uma vida que levava há não muito tempo atrás, quando morava com meus pais, e que não tinha que me preocupar com gastos que não fossem os meus.

Tenho que correr mais atrás do pote de outro depois do arco-íris. Só assim, talvez, possa voltar a ter sonhos mais tranquilos. Como aquele sonho que tive com aquela mulher...

terça-feira, 21 de abril de 2009

Toca Raul!

Nunca fui muito bom com palavras. Escrever e falar, principalmente, sempre me deixaram em maus lençóis. Como publicitário, sempre fui mais tentado pelo mundo da expressão visual, vetorial e, porque não, virtual. Mas como a vida é curta, vou me permitir aventurar.

A vida em Sampa não é fácil. Como diria meu irmão Paulo, o mais velho de cinco,"é a terra onde o filho chora e a mãe não ouve". É trabalho, estudo, contas, monografia e trabalho. Claro, no fim de semana damos uma respirada, tomamos uma cerveja e cortejamos algumas moçoilas. Normalmente procuramos opções menos dispendiosas. Se for de graça, ainda melhor.

E é nessa premissa de pindaíba que damos as boas vindas à Virada Cutural 2009, tradicional evento cultural multiétinico gratuito paulistano. Tem de tudo. Do erudito ao pagode. Do bicho-grilo ao emo. Do tempura à polenta frita. Não vou mentir. Gosto dessa bagunça. Moro no Centro e é lá onde as coisas acontecem. Minha pedida é no palco do rock, de onde destaco a presença de Camisa De Vênus, Velhas Virgens, Matanza, Vanguart, Nação Zumbi e Nasi.


Esse ano tem homenagem à Raul Seixas. Sou baiano, mas não sou Caetano. Acho que vou patentear essa frase. Sou meio desgarrado, destesto axé e pagode, mas sou louco por rock. E por isso respeito a obra desse maluco. Com certeza veremos varias figuras vestidas como ele.



E então. Quem está comigo? Vinte e quatro horas de ação entre os dias 2 e 3 de maio. Vou vestir meu all star vermelho e vamos ver no que vai dar...