sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Sem título

Por que amar é tão difícil? Não tenho como responder essa pergunta. Eu só sei que o amor amplia as dimensões dos estados humanos: a alegria, a felicidade, a dor, etc. Essa pergunta me faz construir outras perguntas cujas respostas se perdem na tentativa de apenas tentar entendê-lo. Por que vivemos a procura de um amor de verdade? E quando o achamos, por que nos prendemos a ele? Ou por que fugimos desesperadamente? Quantas vezes somos capazes de amar de verdade?

Antigamente era mais fácil. O sentimento era apenas um detalhe. Os pais escolhiam e arranjavam um amor para você. E pronto. Sem dores, expectativas ou decepções. Mas hoje... o que fazer? Nós, homens, idealizamos mulheres nas mais diversas formas. Por beleza, por gostos em comum ou por diversas bizarrices Freudianas. E, por mais que neguemos que estamos a sua procura, sempre esperamos por ele. Insolente amor.

A busca existencial do Homem de Lata se acirra enquanto o tempo passa. O ser humano é movido pelo amor. Fato. A caminho dos 31, vejo o quanto ainda sou inexperiente nessa área. Me escondo o quanto posso, não nego. Aprendi a vencer diversos medos na minha vida. Estou em São Paulo, morando sozinho, longe da família, e ainda construindo uma carreira profissional praticamente do zero.

Poderia escrever aqui um milhão de laudas sobre esse assunto e ainda sim não chegaria a conclusão alguma. Mas um dia o entenderei. O aceitarei. E hei de sorrir, cantar, chorar e sofrer... novamente.

3 comentários:

Fabrício disse...

Você não encontra o amor, é refém dele. Ser feliz ou morrer de amor, tudo depende de uma síndrome de Estocolmo.

Gabriel disse...

E hoje em dia, como é que se diz eu te amo?
Recentemente ouvi uma música com o seguinte verso: "por que as pessoas procuram entender o que é o amor, eu só não sei, por quanto tempo eu vou ficar sem ver você."
Por fim, A amizade é um amor que nunca morre.

Francisco disse...

Ótimo post! Cada vez menos me julgo capaz de compreender o que quer que seja sobre amor, quanto mais de me atrever a tecer considerações sobre ele...

Por isso, numa sensata covardia, tenho-me apropriado da expressão alheia desses pensamentos e sentimentos por artesãos de palavras (leia-se escritores e músicos) incomparavelmente mais hábeis que eu para expressar o que gostaria mas não sou capaz.