Mostrando postagens com marcador Desenho. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Desenho. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Desenho de 'Bebu" Sóbrio - Parte 3 (As Parcas do Destino)

 Cloto não consegue se entender com a matéria prima nova e acaba por emaranhar os fios. Pra piorar, de uns tempos pra cá o gerente só fez aumentar a porra da meta. Não ganha hora extra e, por ser perpétua, quase mandou o chefe enfiar o tal do "banco de horas" no meio da eternidade dele.

 Átropos, seca como sempre, era a odiada da salinha. O esquema dela e tesourar. As outras duas tem quase certeza de que foi ela que deixou um tratado sobre Fordismo sobre a mesa da diretoria. Anda dando uns pegas no Caronte.
 
Láchesis subiu no telhado da repartição e foi bolar um beque. O trabalho que se foda.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Desenho de 'Bebu' - parte dois (pessoas da minha vida)

"Se juntar todo mundo, não dá um são." (Oscar, Chefe, hippie, yuppie, yankee)

O pior é que eu publico SÓBRIO!


Pancinha, alcoolatra (diretor nas horas vagas)



Bianca, produtora (e vício com pernas)



Sidney, assistente de produção (Provando que menstruação é uma preocupação masculina)







Marcos, editor (O "amigo" número 1 dos diretores)






"Che", Editor (Uma caricatura de si mesmo)

quinta-feira, 22 de julho de 2010

So Far Around The Bend

Numa madrugada dessas, Fabrício encontrou uma garrafa de ROSKOFF e um lapis carvão. Aí eles começaram a conversar.









quarta-feira, 7 de julho de 2010

Jonas Salva o Amor



Uma vez a cada 15 dias eu participo de trabalho voluntário com crianças de 6 a 11 anos na praça Emília Barbosa Lima, em Pinheiros. A idéia é bem simples e bacana - consiste em integrar crianças com situações econômicas diferentes em atividades comuns (O mundo é uma porcaria, mas você não tem obrigação de saber disso antes de entrar pro ginásio).


Mas nesse ano e meio eu reparei em outro aspecto comum entre essas crianças. Na verdade é sobre um traço bem inerente ao nosso tempo - A volatilidade dos laços dos relacionamentos. Pai e mãe não são mais um casal. Como explicar pra uma criança de 7 anos que eles ainda são "pai" e "mãe" ?


Aconteceu com duas crianças do núcleo que eu tomo conta, e desse exercício - E da babação de ovo pela obra de Maurice Sendak (Where the Wild Things Are, Os Sete Monstrinhos) - surgiu a idéia de um livro infantil chamado "Jonas Salva o Amor"


A minha oficina é a de desenho e pintura, e eu tenho uma teoria que a capacidade cognitiva de uma criança se expressando atravez de um desenho é infinitamente mais rica e completa que uma obra do Tolstói (tá lá o Alejandro Jodorowsky que não me deixa mentir).


É o velho "Entendeu ou quer que eu desenhe?"


Pode parecer uma desculpa cretina e pretensiosa pra voltar a ter o desenho como uma fonte de sustento mas, a medida em que os esboços vão saindo, eu vou ficando cada vez mais obcecado (e desesperado por um editor) pelo conceito do livro.



O primeiro esboço de Jonas. Feito com giz de cera.




Jonas tem 7 anos, uma irmã de 2 e um porquinho-da-índia. Ele também (acredita que) é um feiticeiro poderoso e viu no canal secreto da TV do seu quarto que o amor do coração de seus pais havia sumido. Apavorado com a ideia de perder os pais, Jonas lidera o trio em uma expedição através do mundo-invisível-que-nenhum-adulto-vê-mas-a-entrada-fica-debaixo-da-cama-nova-da-joana em busca do amor desaparecido. Até ele descobrir com o grande porcão da índia (mestre do seu porquinho) que esse amor não pode ser salvo. Mas o amor que ele temia perder fica escondido em outro canto do coração e não pode ser roubado.


A idéia é que o livro fique pronto até o fim do ano e pra isso conto com ajuda de dois grandes colaboradores o Ronei e a Rose ("Não somos parentes"). Não pretendo fazer como Spike Jonze e criar um blog pra mostrar os progressos do projeto. Ia ser forçar demais a barra, então não se preocupem com isso.


Mas se a partir de hoje eu começar a "aputar" mais na hora da cervejola com o galerê, vocês já sabem o que é.



Abracetes, Fabrício.

segunda-feira, 29 de março de 2010

Cryon 2B


Eu olho pra ele e lembro de uma futura piscina que nunca virou piscina de fato e da textura das cascas das árvores da rua do Timbó.


Antes dos prédios e das grades, quando eu sabia que era domingo ao ver um moleque sentado na calçada em frente à guarita gritando "A TARDEEEE!! A TARDEEEEEEE!!"


Nos dias da minha vida onde havia uma gaita anunciando o sorvete de latão, que começava um litígio pela atenção do soveteiro e seu sorvete de nata.



E eu também amava uma menina de cabelos pretos que era minha vizinha. E amava outra de cabelos louros que era minha colega na escolinha. No meio das bijuterias que minha tia vendia eu escolhi dois anéis, e dei um pra cada uma.


Não ganhei sequer um beijo, mas me dava por satisfeito porque, eu era mais homem que qualquer moleque da minha idade por aqueles lados da Pituba.



Foi quando o caminhão de mudança veio, cheio de vazio pra colocar os móveis, eu fiquei só, como nunca tinha ficado até aqueles meus dez anos...




Nunca mais desenho depois de beber.