Nunca fui muito bom com palavras. Escrever e falar, principalmente, sempre me deixaram em maus lençóis. Como publicitário, sempre fui mais tentado pelo mundo da expressão visual, vetorial e, porque não, virtual. Mas como a vida é curta, vou me permitir aventurar.
A vida em Sampa não é fácil. Como diria meu irmão Paulo, o mais velho de cinco,"é a terra onde o filho chora e a mãe não ouve". É trabalho, estudo, contas, monografia e trabalho. Claro, no fim de semana damos uma respirada, tomamos uma cerveja e cortejamos algumas moçoilas. Normalmente procuramos opções menos dispendiosas. Se for de graça, ainda melhor.
E é nessa premissa de pindaíba que damos as boas vindas à Virada Cutural 2009, tradicional evento cultural multiétinico gratuito paulistano. Tem de tudo. Do erudito ao pagode. Do bicho-grilo ao emo. Do tempura à polenta frita. Não vou mentir. Gosto dessa bagunça. Moro no Centro e é lá onde as coisas acontecem. Minha pedida é no palco do rock, de onde destaco a presença de Camisa De Vênus, Velhas Virgens, Matanza, Vanguart, Nação Zumbi e Nasi.
Esse ano tem homenagem à Raul Seixas. Sou baiano, mas não sou Caetano. Acho que vou patentear essa frase. Sou meio desgarrado, destesto axé e pagode, mas sou louco por rock. E por isso respeito a obra desse maluco. Com certeza veremos varias figuras vestidas como ele.

E então. Quem está comigo? Vinte e quatro horas de ação entre os dias 2 e 3 de maio. Vou vestir meu all star vermelho e vamos ver no que vai dar...
Um comentário:
Velho, seja bem vindo e tomara que seu tênis seja novo.
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