segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Um acarajé, na moral

E no último fim de semana do mês de setembro o sol resolveu aparecer. A cortina cinza que cobre São Paulo foi embora, e com ela os agasalhos molhados pela irritante garoa que não parava de cair.

Um sábado de sol. Um sol ainda tímido que disputava com as nuvens um lugar naquele céu. Foi dia de andar pela rua e pegar uma cor na epiderme. Dia de suar apenas por colocar os pés fora de casa. Pensei em fazer exercícios, sair, correr. Desejei uma rede.

E o domingo ainda foi melhor. Um sol digno da Bahia. Aqueles 30 graus de matar que nos convida para uma bela praia na Linha Verde. Mas em sampa não tem praia. Quem tem carro viaja, mas quem não, tem que se contentar com uma piscina (se você tiver sorte). Desejei um acarajé.

Em uma transmissão de pensamento incrível, os baianos da cidade cinza (incluindo nosso grande amigo luso-brasileiro) resolveram comer um acarajé paulista. E o único lugar decente para comer algo parecido é o Rota do Acarajé, em Santa Cecília, meu bairro.

Estou há quase 3 anos morando em São Paulo e nunca comi um acarajé por aqui. Tenho muito respeito às minhas raizes gastronômicas e um paladar apurado às iguarias do dendê. Ficava assustado quando via um acarajé feito na Liberdade, temperado com limão. Ou quando alguém me contava um caso de uma baiana que o servia acompanhado de purê de batata em outro canto da cidade.

Mas nesse domingo de sol soteropolitano resolvi encarar. Subimos a Martim e chegamos ao sempre lotado boteco de cozinha baiana. Houve a tradicional espera e a tradicional cerveja gelada em pé. Chegando mais um amigo baiano, fechamos a mesa. Ainda receoso, fiz uma tentativa de achar algo no cardápio que mudasse a minha idéia.

Mas não teve jeito. Comemos o acarajé. No pratinho. Com caruru, vatapá, vinagrete e camarão. De garfo e faca. E por cada um pagamos 9 reais e cinquenta centavos...

4 comentários:

Fabrício disse...

Dimingo comi um acarajé e tomei um skol em piatã

And disse...

Acarajé com limão é foda, parece nome de banda de forró.

Gilson Dantas disse...

ô Loco meu... Com purê de batata, mano. Da hora...

Eder Galindo disse...

caralho! 9,50? que porra é essa?

mas o que importa é que a baianidade nagô está em você, mô pai!

por coincidência, bati hoje um delicioso acarajé em regina. aqui ao lado da agência na vitória.

abraços