quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Dúzia de quatorze (When I'm 64) **

Lá pela noite estávamos no Fuad e, apesar dos pesares, eu estava contente.

O pesar em questão foi aquela partidinha bizonha entre Bahia e Portuguesa - Um exercício de puro desrespeito ao desporto bretão indígno de qualquer aprofundamento - apenas citada aqui por nos ter reunido à mesa.

O cachecol tricolor não me era todo frustração, servia-me bem naquele friozinho e, bastando filar um cigarro do Meireles e um copo de cachaça -aquela que matou o guarda - minha garganta já estava ótima outra vez.

E aqueles expatriados já não mais falavam de futebol, apenas de casas, ofícios e amores. Havia uma certa nostalgia em reencontrar aqueles homens depois de anos e perceber no semblante do outro a passagem do tempo.

Não por que deixamos de ser quem éramos, apenas constatamos que nos saímos bem sendo, até certo ponto, os mesmos de sempre. Enquanto falávamos de sofá e compromisso, umas cervejas e uma dúzia de pastéis.

E depois de alguns instantes, quando a mocinha nos serviu os pastéis, já não tinha tantas aflições sobre a segunda-feira, nem mesmo sobre as questões maiores do meu coração, pois há quatorze pastéis na minha dúzia.
**Esse post foi publicado em 1 de junho deste mesmo ano. Eu infelizmente eu não consegui redigir nada tão rico em significância ou que fosse genuíno o bastante para marcar este 6 de agosto. Mas, meu querido amigo Paulo Márcio, você que era um dos homens à mesa naquele fim de tarde sabe muito bem que é em dias como hoje que esse contentamento se torna recorrente. Um feliz 30 anos,
Fabrício

4 comentários:

Anônimo disse...

Valeu, meu amigo. Valeu mesmo!

Meira disse...

porra, velho, abraço por trás!!!!

30 deveria ser comemorado com 30 caixas!

Unknown disse...

Graaaande figurinha carimbada, te desejo tudo do melhor cara, muito sucesso, felicidade, dinheiro e saude de sobra.
Blog show de bola, ja ta nos favoritos!

Um forte abraço irmão!

Break

Eder Galindo disse...

velho, já disse tudo no sms.
abraço!!!