Lá pela noite estávamos no Fuad e, apesar dos pesares, eu estava contente.
O pesar em questão foi aquela partidinha bizonha entre Bahia e Portuguesa - Um exercício de puro desrespeito ao desporto bretão indígno de qualquer aprofundamento - apenas citada aqui por nos ter reunido à mesa.
O cachecol tricolor não me era todo frustração, servia-me bem naquele friozinho e, bastando filar um cigarro do Meireles e um copo de cachaça -aquela que matou o guarda - minha garganta já estava ótima outra vez.
E aqueles expatriados já não mais falavam de futebol, apenas de casas, ofícios e amores. Havia uma certa nostalgia em reencontrar aqueles homens depois de anos e perceber no semblante do outro a passagem do tempo.
Não por que deixamos de ser quem éramos, apenas constatamos que nos saímos bem sendo, até certo ponto, os mesmos de sempre. Enquanto falávamos de sofá e compromisso, umas cervejas e uma dúzia de pastéis.
E depois de alguns instantes, quando a mocinha nos serviu os pastéis, já não tinha tantas aflições sobre a segunda-feira, nem mesmo sobre as questões maiores do meu coração, pois há quatorze pastéis na minha dúzia.
**Esse post foi publicado em 1 de junho deste mesmo ano. Eu infelizmente eu não consegui redigir nada tão rico em significância ou que fosse genuíno o bastante para marcar este 6 de agosto. Mas, meu querido amigo Paulo Márcio, você que era um dos homens à mesa naquele fim de tarde sabe muito bem que é em dias como hoje que esse contentamento se torna recorrente. Um feliz 30 anos,
Fabrício
4 comentários:
Valeu, meu amigo. Valeu mesmo!
porra, velho, abraço por trás!!!!
30 deveria ser comemorado com 30 caixas!
Graaaande figurinha carimbada, te desejo tudo do melhor cara, muito sucesso, felicidade, dinheiro e saude de sobra.
Blog show de bola, ja ta nos favoritos!
Um forte abraço irmão!
Break
velho, já disse tudo no sms.
abraço!!!
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