domingo, 31 de maio de 2009

Eu, o Bahia e Zé Buscapé

Ontem fomos no Canindé. Tive prequiça de escrever sobre o jogo. Na verdade ainda estou. Por isso não vou falar do que aconteceu em campo, afinal todos viram o comportamento sacana do nosso time.

Viver longe do Bahia não é fácil. Só estive em Pituaço apenas uma vez. Por isso um jogo em São Paulo é uma festa para os exilados tricolores. Juntei os amigos baianos que compartilham da minha paixão. Além de mim, foram Fabricio, Gabriel, Meireles e outros amigos que encontramos por lá. Pegamos o metro e chagamos ate a estação Portuguesa-Tietê, de onde ainda pegaríamos um buzú(vis) para chegar por lá. Devidamente uniformizados com o manto sagrado, íamos encontrando outros tricolores e conversando sobre o time.

Chegando no Candindé, ainda falatando uma hora para o jogo, já percebi a concentração tricolor nas bilheterias. Muita alegria e descontração, mesmo com o último resultado negativo no último jogo na contra o São Caetano.

Ao descer do ônibus, respirei fundo e gritei sem pensar: "Bora Baheeeeeeeeeeeeeeaaaaaa!". Fomos até a bilheteria, compramos ingesso, tomamos umas geladas e confratenizamos com os outros tricolores. Esperamos Meira, que chegou em cima da hora. Entramos quase no apito inicial.

Muita gente na torcida tricolor. Vi baianos com caras conhecidas. Gente que vem de Salvador para trabalhar e estudar por aqui e se encontra nos jogos do tricolor. Gritos, bexigas e empolgação. A torcida da lusa não era grande e tentava ofuscar a nossa festa. Era até educada, cantando sem ofensas à nossa torcida. A exceção foi o "gordinho cuzão", torcedor mal educado da Portuguesa, que quase chorou de raiva quando a nossa torcida gritou seu mais novo apelido.

No segundo tempo descemos um pouco a arquibancada e ficamos mais perto do campo. Ao meu lado, com um chapeu típico nordestino, um senhor tentava traçar comentários sobre as jogadas em campo. Mas ninguem entendia nada. Parecia o Zé, do desenho animado Família Buscapé. "Mnham nhum mmmm merda!" Uma figura. Bahia perdeu uma chance de gol! Mnham nhum mmmm. Bahia leva sufoco. Mnham nhum mmmm...


Eu, Gabriel e Fabrício.

No fim do jogo caminhamos de volta ao metro torcendo por dias melhores. Depois uma cervejinha no boteco do Fuad para combinar o próximo jogo.

A verdade é que o time jogou mal. Respeitou demais o adversário. Mesmo com um jogador a mais durante boaparte do jogo, o Bahia mostrou que ainda não tem postura de time grande. Sabe qual é o problema do nosso time? É facil. Pergunta ao Zé Buscapé que ele te explica.

3 comentários:

Gabriel disse...

Guardando as devidas proporções vivemos um pouco de Fonte Nova neste sábado.
Cachorro quente, cerveja suja na porta do estádio, e o preço é churros de R$ 4 , né Fabrício? Quebrança total.
O mais importante é que agora criamos nossoa "Soterópolis".
BBMP

Fabrício disse...

Tinha que mencionar a presença ilustre do Ronaldinho Gaúcho

Eder Galindo disse...

paulo,
temos uma "inhaca" de fonte nova que nos acompanhará até o fim da vida. o que menos importa é se o bahia ganhou ou não, mas sim todo o lado b de um jogo de futebol que conhecemos bem.
no próximo final de semana irá rolar o "sabadão tricolor" em pituaço: jogo às 21 h, com todo mundo bonito, cheiroso, pronto para o reggae depois do jogo. só esperamos que o baêa também faça bonito.

abraços

obs.: o blog tá direitinho. deve ter acontecido algo em sua máquina