Caríssimo senhor candidato José Serra
O senhor jamais terá meu voto.
O mínimo que esperava do segundo turno seria um confronto entre as convicções políticas do senhor e da candidata Dilma. Mas a menos de 3 dias do pleito definitivo eu me deparei com uma coleção interminável de razões para, em hipótese alguma, digitar o seu número na urna eletrônica.
Só pra começar, sei do descalabro que o Governo do estado de São Paulo - durante sua gestão - cometeu ao liberar verba para compra de espaço publicitário durante a campanha que promovia as obras de expansão do metrô em 2009. Soube de fonte segura que uma certa agência publicitária baiana - agencia essa conhecida pelo seu vínculo com caciques do PFL local - recebeu uma quantia sufuciente para cobrir os gastos com o filme nacional mais caro produzido até hoje ("Lula, o Filho do Brasil - 16,5 milhões de reais).
Quando se define um orçamento para o filme, inclui-se as fases de pré produção, produção e pós produção. Quando seu governo reverteu esse montante grosseiro, apenas para compra dos espaços de exibição - ou seja, excluindo da tal cifra a produção do material publicitário - a analogia que me veio à cabeça foi "como comprar um FIAT 147 ao preço de um Porta-Aviões". E o pior, nem sequer se tratava de uma campanha de alcance nacional.
Some essa aberração que não chegou aos meios de imprensa à sequencia de trapalhadas que o senhor, afoito por ganhar terreno nas pesquisas, acabou por cometer. O senhor se associou aos setores mais reacionários possíveis da sociedade brasileira. Criaturas dormentes desde os tempos em que João Goulart ainda caminhava pelos corredores do palácio do planalto.
Associou-se aos setores mais retrógrados da igreja católica (gente que hoje, mesmo a Santa Sé, não faz questão alguma de dar ouvidos), aos integralistas, aos ruralistas e à entidades que até hoje, só se ouvia falar dos livros de história. Sem falar aos "defensores da imprensa livre" - Alcunha essa que não cabe ao conglomerado editorial do senhor Roberto Civita, que outubro passado colocou no olho da rua um jovem jornalista, de uma de suas publicações, apenas por discordar veementemente de uma reportagem publicada pela revista Veja.
O senhor participou PESSOALMENTE de ações infelizes, como a distribuição de santinhos anti-Dilma (impressos esses que o senhor com certeza sabia que continham informações absurdas) ao lado do então candidato ao governo do Ceará, Tasso Jereissati, em uma basílica no interior daquele estado, durante uma missa com 30 mil pessoas. De tão absurdo, foram repreendidos pelo padre - que por pouco não perdeu a disputa pelo altar com o sr. Jereissati.
Como se não bastasse, envolveu o nome da ex-candidata Marina Silva de forma fraudulenta (termo escolhido pela própria) essa semana em uma prática que, se não fosse eu um dos atingidos, não teria acreditado. Sua coordenação de campanha teve a pachorra de criar uma conta de e-mail falso (marina@pv.gov.br) carregada de um conteúdo de conclamava os eleitores da Marina a somar forças com o senhor no pleito do próximo domingo. Mas graças ao Twitter e seu "Verified Account", assisti a verdadeira Marina passar-lhe um sabão online pela mentira descabida.
E é por isso que, agradecido, reassumo por meio deste desengonçado manifesto as minhas antigas posições de militância política e, desejo ao senhor toda má sorte deste mundo próximo domingo.
Passar Bem.
O senhor jamais terá meu voto.
O mínimo que esperava do segundo turno seria um confronto entre as convicções políticas do senhor e da candidata Dilma. Mas a menos de 3 dias do pleito definitivo eu me deparei com uma coleção interminável de razões para, em hipótese alguma, digitar o seu número na urna eletrônica.
Só pra começar, sei do descalabro que o Governo do estado de São Paulo - durante sua gestão - cometeu ao liberar verba para compra de espaço publicitário durante a campanha que promovia as obras de expansão do metrô em 2009. Soube de fonte segura que uma certa agência publicitária baiana - agencia essa conhecida pelo seu vínculo com caciques do PFL local - recebeu uma quantia sufuciente para cobrir os gastos com o filme nacional mais caro produzido até hoje ("Lula, o Filho do Brasil - 16,5 milhões de reais).
Quando se define um orçamento para o filme, inclui-se as fases de pré produção, produção e pós produção. Quando seu governo reverteu esse montante grosseiro, apenas para compra dos espaços de exibição - ou seja, excluindo da tal cifra a produção do material publicitário - a analogia que me veio à cabeça foi "como comprar um FIAT 147 ao preço de um Porta-Aviões". E o pior, nem sequer se tratava de uma campanha de alcance nacional.
Some essa aberração que não chegou aos meios de imprensa à sequencia de trapalhadas que o senhor, afoito por ganhar terreno nas pesquisas, acabou por cometer. O senhor se associou aos setores mais reacionários possíveis da sociedade brasileira. Criaturas dormentes desde os tempos em que João Goulart ainda caminhava pelos corredores do palácio do planalto.
Associou-se aos setores mais retrógrados da igreja católica (gente que hoje, mesmo a Santa Sé, não faz questão alguma de dar ouvidos), aos integralistas, aos ruralistas e à entidades que até hoje, só se ouvia falar dos livros de história. Sem falar aos "defensores da imprensa livre" - Alcunha essa que não cabe ao conglomerado editorial do senhor Roberto Civita, que outubro passado colocou no olho da rua um jovem jornalista, de uma de suas publicações, apenas por discordar veementemente de uma reportagem publicada pela revista Veja.
O senhor participou PESSOALMENTE de ações infelizes, como a distribuição de santinhos anti-Dilma (impressos esses que o senhor com certeza sabia que continham informações absurdas) ao lado do então candidato ao governo do Ceará, Tasso Jereissati, em uma basílica no interior daquele estado, durante uma missa com 30 mil pessoas. De tão absurdo, foram repreendidos pelo padre - que por pouco não perdeu a disputa pelo altar com o sr. Jereissati.
Como se não bastasse, envolveu o nome da ex-candidata Marina Silva de forma fraudulenta (termo escolhido pela própria) essa semana em uma prática que, se não fosse eu um dos atingidos, não teria acreditado. Sua coordenação de campanha teve a pachorra de criar uma conta de e-mail falso (marina@pv.gov.br) carregada de um conteúdo de conclamava os eleitores da Marina a somar forças com o senhor no pleito do próximo domingo. Mas graças ao Twitter e seu "Verified Account", assisti a verdadeira Marina passar-lhe um sabão online pela mentira descabida.
E é por isso que, agradecido, reassumo por meio deste desengonçado manifesto as minhas antigas posições de militância política e, desejo ao senhor toda má sorte deste mundo próximo domingo.
Passar Bem.
Nenhum comentário:
Postar um comentário