domingo, 26 de abril de 2009

Semi-luso na megalomanópole

Eis que é então chegada a minha hora perante a nossa mui ilustre e numerosa audiência, sempre sequiosa de mais postagens. Cabe-me a árdua tarefa de suceder ao Fabrício e ao Paulo, mas vamos lá!

Antes de mais, a modos que creio ser de boa educação algum tipo de apresentação (do tipo, quem é este que pomposamente vai despejar tanta besteira por aqui), despudoradamente surripio palavras que anteriormente já estendi por outras pastagens cibernéticas. Vamos a isto! Quem sou eu, então?

Um projecto multi-cultural, co-produção portuguesa e brasileira, concebido em África (Guiné-Bissau), vindo ao mundo em Portugal (Lisboa), descendente de uma gaúcha e um luso-cabo-verdiano, com pózinhos ancestrais vindos de Itália e da Índia. Presentemente existindo na insanidade fantabulosa da capital paulista.

E foi precisamente neste cenário, no coração de Sampa, que os caminhos dos mancebos responsáveis por este blog se cruzaram. Muitas coisas nos aproximaram, a música, o cinema, o futebol, a comunicação, os botecos, mas em comum, acima de tudo, está a nossa "expatriação". O grupo alargado de amigos é uma autêntica república de exilados luso-gaúcho-baianos. Nela, mesmo os integrantes paulistanos compartilham da profunda condição de exilados da alma.

Nos meus gostos e traços de maior destaque encontram-se a melomania obsessiva-compulsiva, a protelação activa permanente, a arlequinada pseudo-intelectual aplicada (vejam só este post) e o nefelibatismo ideológico-sentimental. Basicamente isso... Ah, e também erudição improfícua em trivialidades, o meu forte! Nada disto faz sentido? Claramente que não!

Portanto, por aí, já podem antever um pouco do que vos espera por aqui. Este blog surgiu de uma brincadeira relativa a uma ida a pé até ao Canadá. Como alternativa face à impossibilidade da concretização física dessa empreitada, fiquem com a gente através destas deambulações e devaneios.

Verborreia sobre tudo e sobre nada! Satisfação não garantida! Tenham medo, muito medo...

2 comentários:

Fabrício disse...

Um primor Chicão, um primor.

Anônimo disse...

HAHAHAHA

Muito bom! Uma prolixidade quase que ingênua tangendo uma retórica abismal. Isso aqui promete...

Somos todos exilados, de cantos comuns (ou não). Mas de braços dados chegamos amis longe. Até no Canadá.